31 de maio de 2010

Ainda voando a motor no "RV9 A"



Com insistência, ou repetição, vou conseguindo acertar o ângulo e a colocação do encaixe da camera na asa sem que ela se altere em voo.

Neste domingo durante quase duas horas clikei centenas de fotos sem que o equipamento saisse do lugar. Usei uma lente com ângulo de abertura bem menor que a anterior. Se por um lado ela não distorce em nada por outro é muito mais "sensível" a qualquer movimento" pois com ângulo menor o horizonte pode ficar irreal com o alinhamento da aeronave, o que acontece com muita frequência nas fotos de asa delta ou em alguns casos ate "comer" parte da imagem principal.

Ainda não tive tempo de selecionar as melhores mas algumas ficaram bem interessantes...


praias totalmente desertas

área de reserva no lado sul da Ilha Grande

praia de Lopes Mendes (meu secret spot)

Praia do Sul

Ilhas Botinas

paraíso existe e tem endereço

Baia de Angra

Praia do Sul, do Leste e Aventureiro

"Saco do Céu"

vale de Mangaratiba

vertical da Ilha Grande


Quer ver dezenas de outras fotos, click aqui

26 de maio de 2010

Voltando a voar com motor no RV9 A

Como ainda não posso voar de asa por causa da minha lesão no ombro tenho aproveitado pra curtir um pouco mais o "Linda Mariana" que tinha ficado meio "esquecido" dentro do hangar. Engraçado como as vezes ficamos focados demais em determinadas coisas e esquecemos como algumas outras também são gostosas.



Lógicamente fotografar esta diretamente ligado as minhas curtiçoes e agora não seria diferente. Esta foi minha primeira experiência com a maquina na asa e me agradou bastante.

A maior preocupação é que a "ventosa" para prender o equipamento, segundo o fabricante, pode resistir ate uns 230km/h, mas mesmo mantendo uma margem de segurança meu medo era de soltar e, alem de perder tudo, danificar alguma superfície de comando.





Não me lembrava como voar a motor abre possibilidades tão grandes, do Rio ate Ubatuba são pouco mais de 35 mts o que ainda no final fica parecendo muito menos pois o tempo literalmente voa.
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Vou novamente retomar os passeios pelo Brasil que tanto curtia, ainda mais agora com uma maquina mais potente e de maior autonomia....apertem os cintos!!!!



Vou estes dias dar uma "volta" ate o litoral da Bahia. É um voo lindo com visuais maravilhosos, um programa ótimo pra "vestir" melhor o equipamento.

Como é boa esta liberdade de voar (quase) sem limites....





4 de maio de 2010

Timbis Beach - Bali - Indonésia

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Nosso amigo Tipe Saboya sempre nos saboreia com relatos e fotos deste paraiso, vive quase numa "ponte aerea" entre Rio e Bali, nada mal pra que curte voar, surfar, pescar ou simplesmente nao fazer nada e apenas contemplar....

O lugar é de dar inveja ainda mais quando ele conta em detalhes tudo que ele faz por la, numa dessas conversas pedi um pequeno relato e algumas fotos.

Tipe, estou de malas prontas e a culpa é sua, vai ter que me aturar por ai....



TIMBIS BEACH – BALI – INDONESIA

(Texto e fotos por Tipe Saboya)

Na ilha de Bali existe um pequeno paraíso para os praticantes de esportes de natureza. A península de Bali conhecida como Bukit, proporciona na maior parte do ano ótimas condições para quem gosta de voar, surfar, mergulhar e velejar.





Na alta temporada (Abril a Novembro), o vento predominante garante aos surfistas “off shore wind” nas praias de Uluwatu e Padang Padang, e aos voadores “on shore wind” nas praias de Timbis e Nyang Nyang.



O
Bukit é formado por falésias com alturas que podem variar de 40m a 200m. No lado sul está Timbis Beach, um lugar lindo e perfeito para a prática do vôo-livre. Em 1989 os pilotos brasileiros Guilherme Gama, Henrique Maleta mais conhecido como “Papagaio”, e o francês Bernard Fodê, fizeram ali os primeiros vôos de asa delta dando início ao vôo-livre em Bali. A partir desta data, Timbis foi ficando conhecido, ano após ano, como um dos vôos mais panorâmicos do mundo.





A decolagem fica a apenas 70m do nível do mar e de frente para um cenário deslumbrante. Muito verde, praias de areia branca com água cristalina, plantações de algas marinhas sob as bancadas de coral, templos hindus em meio a hotéis cinco estrelas, e cada por do sol e nascer da lua que faz você se sentir a pessoa mais feliz do mundo.
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A partir de Setembro, o vento começa a inclinar para SW, o que proporciona vôos de até 12km de distância ao longo de toda extensão do cliff. A parte mais alta do cliff chama-se Nungalah, e é totalmente voltada para o sul. Ali é o “gatilho” para se chegar na base da nuvem. Em dias com boas formações de nuvens pode-se chegar a alturas acima dos 600m. Porém o “teto” é baixo e não tem pouso seguro se voar a favor do vento em direção a Baía de Jimbaran que fica ao lado do aeroporto internacional de Bali. Alto na base da nuvem em Nungalah, uma boa opção é seguir em direção a Uluwatu Temple para fazer uma foto o mais perto possível do templo. Seria o nosso Cristo Redentor de Bali...




O vôo é extremamente estável e com parapente é possível pousar na decolagem de duplo, trocar o passageiro sem desinflar a vela, e decolar novamente repetindo esse processo quantas vezes quiser. Passar de parapente solo ao longo da decolagem voando a centimetros do chão é a maior curtição.



A melhor opção de pouso de asa é em Timbis, onde após algumas horas de vôo é inevitável um mergulho nas piscinas de corais para se refrescar e brincar um pouco com a fauna marinha em uma água morna enquanto o carro não chega para fazer resgate a beira mar. Se você tiver sorte, poderá ainda curtir uma cerimônia hindu no templo que fica em frente ao pouso e desfrutar do som dos músicos balineses. Todo esse clima único faz você praticamente transcender no paraíso!





Como Timbis é um lugar extremamente seguro de voar devido a inexistência de turbulência ou rotores, um programa imperdível, é decolar a noite ao nascer da lua cheia. A sensação que se tem é que você pode tocar na lua, e chorar de felicidade não é difícil...





TIMBIS está em um momento totalmente diferente se comparado com 20 anos atrás onde se voava em uma paisagem totalmente virgem e inóspita. Hoje o relevo passa por uma enorme transformação. Empreendimentos imobiliários de milhões de dólares estão sendo construídos. Resorts, spas, vilas, mansões e hotéis de luxo não param de “pipocar” na beira do cliff. Toda costa do Bukit já está vendida para grupos asiáticos que passarão as próximas décadas construindo ali.


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Acredito que o vôo-livre já esteja “tatuado” em Bali e já faça parte do cenário daquela região. Hoje em dia já existem campeonatos de asa delta e parapente, pode-se ver diversos vídeos no YouTube com imagens lindas, e recentemente foi batido o recorde com 99 parapentes voando simultaneamente com direito a matéria na revista da companhia aérea da Indonésia, a Garuda Airlines. O lugar já é famoso entre pilotos da Asia, Europa e Estados Unidos. Sendo assim, o risco de perder a decolagem para o crescimento imobiliário fica cada vez menor.



No caminho para o Bukit, é sempre uma dúvida se deve-se seguir em direção as ondas tubulares de Uluwatu, ou se a melhor opção do dia é ir curtir o vôo-livre em Timbis.
A verdade é que pode-se fazer os dois no mesmo dia pois um fica a poucos quilômetros do outro.





Uma vez que se aprende a voar, você está condenado a passar o resto da vida olhando para o céu. E fica aqui um agradecimento especial ao meu mestre Miguel Tavares que me ensinou a voar de asa, e ao meu mestre Bernard Fodê que me ensinou a voar de parapente. “Obrigadosenhores”!!!
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Valeu Tipe,obrigado pela matéria. Estou chegando......
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