30 de dezembro de 2007

Dose dupla: Petropolis/Barra fechando 2007

Os últimos dias de vôo em 2007 não poderiam ter sido melhores, nos dias 28 e 29 fizemos a travessia Petro/Barra




visual da rampa


PRIMEIRO DIA


Dia 28, sexta feira, eu, Octavio Fiaes, Marcinho, Erick, Cedrick .....e mais uma galera partimos pra Petro na esperança de um bom vôo. Na rampa, como sempre, fazíamos planos das tiradas. O Erick, inclusive, me pedia a coordenada de São Conrado, a "maldade" era grande.



na praia após o pouso


pousado na Barra

O começo do vôo nâo prometia muito, mas aos poucos fomos na direção de Nova Iguacu. Meu radio, quase sem bateria, só dava pra ficar na escuta. Ali, no travez do aeroporto de Nova Iguacu, a chegada na Barra foi definida, Marcinho, Fiaes e Cedrick tiraram na direção de Deodoro, eu derivei pra cima da cordilheira de Nova Iguacu tentando engatar numa base de nuvens que chegava quase a Pedra Branca. Deu certo e tive sorte, consegui chegar na praia e pousar na Reserva Biológica depois de quase 3h de voo......bom demais!!!



track do dia 28 (primeiro dia)

Click aqui para detalhes completos deste voo.



eu e Geraldo Nobre na rampa (ele sempre aprontando...)


SEGUNDO DIA


O bom vôo do dia anterior motivou a galera, um time maior apareceu por lá. As 14:30h o terral parou e partimos para o cross. Eu e Cedrick fizemos um voo idêntico. Uma tirada da rampa ate o lote 15, em Queimados, algumas ciscadas e um canhão em Nova Iguacu. Fomos a 2200mts e corremos por cima da Pedra Branca. Chegamos na praia com 1:45h de vôo e 1000mts de altura. Deu ainda pra curtir um belo passeio pelas praias num incrível visual.




pouso do Cedrick



Cedrick vibrando com o voo


RECEITA DE COMO POUSAR NA BARRA EM 3 LIÇÕES

1 - Uma térmica alta na rampa

2- Bomba na entrada de Nova Iguaçu

3- Chegar na Pedra Branca no mínimo com 1200mts

Conseguiu!......"Sorria, vc esta na Barra"




track do dia 29 (segundo dia)

Click aqui para detalhes completos deste voo.

Neste dia Geraldo Nobre e Luiz pousaram no vale de Itaguai. Ele sempre tentando o pulo do gato.......abre o olho Geraldao, estou na sua cola....



27 de dezembro de 2007

Aula de planador em Maricá


Sergio no comando

Depois de muitos horas de planador apenas como "meio" navegador, motivador e passageiro super privilegiado a "revolta" tomou conta do Sérgio...... "você vai ter que pilotar, estou cansado, não posso pilotar por mais de 4h e você ficar apenas filmando, lanchando e descansando" ......... tomei vergonha, comecei!!!






Tínhamos acabado de voltar pra a vertical de Marica depois de um ótimo dia de vôo pela região de Araruama. Como a condição continuava muito boa aproveitamos para um treino de térmicas.


Diferentemente da pilotagem do meu Golf (ultraleve avançado) o uso de pedal no planador é fundamental, dei varias pernadas erradas ate começar entender um pouco mais aqueles 16mts de asa.


Se o "teacher" continuar com as aulas em pouco tempo tudo vai ser diferente, ele vai "implorar", vai virar passageiro.............





meu treininho em Maricá

23 de dezembro de 2007

Detalhes de 2007 na chegada de 2008


Um ano repleto de lindas imagens e pequenos grandes "detalhes"


video


Os "detalhes" na sequência

Depois de um ano de muitas imagens incríveis, eu só podia fazer a minha mensagem de 2008 com elas. "Pequenos grandes detalhes de 2007".




Neste dia que cliquei estas fotos usava uma viseira espelhada. Quando selecionava as melhores reparei que algumas refletiam detalhes de uma forma lindamente distorcida de uma paisagem que eu tanto admiro.





Como o vôo no Cristo, e sua figura, sempre me trazem uma grande atração, procurei encontrar alguma que refletisse sua imagem. Aos poucos fui descobrindo que no meio de tantas ele estava lá.





Como a qualidade das fotos permitiam um zoom bem.....




......aproximado foi possível.....





..........encontra-lo....




.....bem definido, no centro da viseira.




Este é um daqueles pequenos detalhes totalmente mágicos e surpreendentes. O Cristo esta lá, bem na minha "cara".

20 de dezembro de 2007

Novas fotos num dia de sul




Sul Maravilha

A temporada de 2007 em São Conrado não foi das melhores, acho ate uma das piores mas nestes dias de dezembro tivemos dias clássicos.





Começou no sábado, dia 15, com um Cristo meio surpreendente. Teto baixo, rampa quase entubada mas primeira janela decolei. Tirei reto em direção a Rocinha, sem enroscar e sustentando muito, fui na reta do jockey, ali "engatei" em térmicas fraquinhas e quando percebi tinha ido e voltado sozinho em 30mts com altura media de 380m.....loucura de voo! No domingo, com teto um pouco mais alto, mais um Cristo.





Segunda-feira, apesar de ter uma reunião no meio da tarde deu pra fazer um Cristo pela manha. Meu compromisso de trabalho, tambem faço isso, terminou as 16:30h e a condicao estava totalmente clássica. Vento de sul, teto de uns 850m e uma luz pra fotografias perfeita.





Nao pensei duas vezes, juntei minhas geringonças fotográficas, troquei o capacete e a viseira (uma espelhada bem futuristica pra mudar o visual) , liguei pro Boi, meu resgate, e corri pra rampa. As 17h, nem sei como, mas com tudo montado decolei numa condição de final de dia fantástica. A luz e as cores da cidade Maravilhosa estavam como nunca tinha visto. Já do alto do "Croqueine" vi o que me esperava, senti que tinha acertado na minha correria.






A sorte sempre ajuda


Cheguei no Cristo as 17:30h e não economizei o dedo no disparador. Normalmente aquilo que voce esta vendo vai sair mas nestas fotos onde voce tem a maquina fixa num determinado ângulo sem poder ver o enquadramento e em constante movimento, fica sempre a dúvida. As vezes por um pequeno ângulo uma foto maravilhosa pode ficar prejudicada, por isso em cada seção vou no limite, bato quase 550 fotos lotando meu cartao de memoria.





Depois de clicar muitas no Cristo minha vontade era voar por cima da Lagoa e praias da zona sul pra outras fotos mas como nada é totalmente perfeito, eu não tinha deletado minhas antigas fotos e acabei sem "munição" (memória) mas, por outro lado, tinha conseguido registrar fotos com uma qualidade maravilhosa.





Mais Cristos e novas fotos...

Na terça feira novamente muita fartura de voo e, como no dia anterior, uma reunião no meio do dia. Pra que tanto trabalho!!!! Decolei cedo e tentei um voo diferente. Tirei em direção ao Pico da Tijuca e consegui ir pra nuvem a 1170m no setor norte, lado difícil de se alcançar. Dali tentei tirar pra Nova Iguacu e voltar a São Conrado mas na vertical do pedágio da linha Amarela, sem engatar em nada, voltei "mortinho" e pousei dentro da Vila do Pan.





A tarde, depois de resolver minhas reuniões, voltei pra outro voo e nova seção de fotos, tinha que aproveitar estes dias raros. Novamente capacete diferente, agora sem viseira, manguinhas com outra cor e mais uma leva de ótimas fotos em outro final de tarde lindíssimo. Aos poucos vou reunindo as fotos da minha futura exposição........



voltando pelas praias......

13 de dezembro de 2007

De Nova Iguaçu pra Sao Conrado




Existem alguns vôos que são uma tremenda curtiçâo, este de Nova Iguaçu pra Sao Conrado é quase uma receita de bolo, não tem muito o que inventar.


tirando pro Pico da Tijuca


Nos dias de condição de N, NW, ou NE fraco e com teto de uns 1600 mts a chegada em São Conrado fica fácil.


enroscando em Jacarepagua



A "receita" seria mais ou menos assim..........na rampa, Serra do Vulcão, vai a uns uns 1600 mts, na decolagem sempre tem um canhão a sua espera. Voa na direção da Pedra Branca, se tem la tem aqui também, enche novamente o tanque e com uns 1500 a chegada em São Conrado é quase certa, se achar alguma coisa no meio do caminho entao....melhor ainda, já pode com antecedência "encomendar" uma gelada na barraca do Carlinhos........vai chegar alto!



em São Conrado

Um vôo de apenas 35km mas com um contraste enorme. Baixo, temos o visual da "Baixada fluminense" com seus vários municípios. Quando passamos dos 1000 começamos a visualizar as praias da Barra, Recreio, Baía de Guanabara e Angra dos Reis.
Dizemos brincando que decolamos do "inferno" e pousamos no "céu".......se você merreca alí o calor e infernal, mas se pousa na praia é agua de coco com brisa do mar.


praias e lagoas da Barra e Recreio


Video maneiríssimo da decolagem em Nova Iguaçu, Serra do Vulcão, até a praia de São Conrado


11 de dezembro de 2007

E o vento levou.....



O DIA QUE VOEI PRA "TRÁS"

Chegou a temporada da “cebezada” e para quem voa, independente do “equipamento”, é um período de alerta máximo. Para os motorizados sempre existe a possibilidade de um contorno, uma “meia-volta” ou de uma boa acelerada, mas para nós que voamos “roubando” da natureza nossa energia, os CBs são verdadeiros pesadelos.

A rampa de Petrópolis, que há até pouco tempo se imaginava apenas para vôos locais, passou a ser um excelente local para o cross. Cada vez mais asas e parapentes descobrem rotas e paisagens nunca antes voadas. Por isso a frequência ao local tem crescido proporcionalmente as “kilometragens” alcançadas.

Sábado dia 18 de novembro, 10;30h, rampa lotada. Alem da rota discutíamos a possibilidade de algun CB “pipocar” durante nosso trajeto mas até a nossa decolagem não havia nenhum sinal de qualquer desenvolvimento vertical nos pequenos cúmulos formados.



decolando de Petropolis


No decorrer de meu vôo, com 60 km voados, cheguei no fundo do vale que leva para Friburgo observando para trás um CB que explodia em Teresópolis. Como já havia passado por ali, e sua direção derivava contraria a minha, ele não me preocupava.

BELEZA PERIGOSA

Este ponto é crucial para continuidade do vôo, é o limite, ou se tem altura para cruzar um trecho de cordilheiras ou se volta para a planície. Ali não existe pouso, eles estão no minimo a 15 km dali.

As térmicas evoluíam constantes mas não com a potencia necessária que me permitisse esperar muito pois um outro CB derivava em minha direção. Caso não ganhasse com rapidez existia a possibilidade de ficar “espremido” entre ele e o fundo do vale. Resolvi voltar na direção da planície e consequentemente mais para perto do CB. Imaginava existir tempo suficiente para um pouso seguro. Pela sua velocidade e distancia pensava não haver nenhum problema pois ele estava bem a minha esquerda.





MEU ERRO, ESPERAR DEMAIS!!!

Neste momento o que mais começou a me preocupar era uma “bruma” que havia se formado na minha frente, temia ser uma camada de vento forte a baixa altura, torcia para estar errado. Na duvida resolvi acelerar ainda mais e correr para o primeiro pouso que encontrasse. A uns 100 metros do chão cheguei na tal “bruma”, infelizmente eu estava certo, começou o terror. ....

Não sei calcular com precisão, mas o vento ultrapassava os 80 km/h e por estar num vale, ele aumentava pelo efeito “venturi”. Para ser ter uma idéia do problema eu estava todo caçado, barra no joelho e mesmo assim a asa andava para trás com muita velocidade. Já não me preocupava onde pousar, era irrelevante, até porque não tinha controle sobre isso. Os minutos passavam e o vento e turbulência só aumentavam. Eu só pensava em tentar manter a asa aproada ao vento.




minha adrena na visao do artista e piloto Fabio Kern


Nada mais irreal do que voar pra trás, subindo e com muita turbulência. O pior nesta situação é que quanto mais se acelera mais existe a possibilidade da asa tender. Não demorou e ela começou a fazer um “dolphin fly” de ré e o pior, ela teimava em continuar subindo. Em uma outra situação eu até deixaria, ganharia altura e correria de cauda, mas ali era impossível, atrás apenas uma enorme cordilheira. Seria suicídio se não desse certo.


Depois de uns 10 minutos brigando com a asa e com o braço “queimando” de tanta força, uma turbulência maior me cuspiu de cauda, achei que ia explodir num pequeno morrote. Consegui, em ato continuo, aproar novamente ao vento mas infelizmente continuava de ré, sem controle e subindo.


a rota da roubada após Cachoeira de Macacu

Via casas, árvores, rio, fios, postes, cercas, arados, vacas, carros e tudo mais passando na direção contraria. Não estamos acostumados a este tipo de paisagem, parecia um filme passado ao contrario, a sensação é a pior possível.


Apenas três coisas poderiam me ajudar, manter a frieza, contar com a sorte e, principalmente, a mão de alguém lá de cima. Comecei a falar pra mim mesmo que eu iria colocar a asa no chão com segurança, não admitia me machucar. Pensava, na pior das hipóteses, uma ligação para o Nenê com uma vasta relação de peças a serem trocadas. Nós voadores somos eternos e incorrigíveis otimistas, mesmo numa situação critica como aquela eu imaginava, caso quebrasse, em que asa eu voaria no dia seguinte mas me machucar, nunca!!!





A adrena era enorme, nestas horas se pensa em tudo. Como eu estava com muito “tempo” acabei comparando situações passadas. Nossa, como foi tranquila a capotagem que eu havia sofrido a alguns anos. Virar ao contrario é “café com leite” perto disso. Até porque na capotagem você não espera e quando vê já esta de páraquedas aberto em cima de uma árvore, é tudo muito rápido, ali não, o tempo para, foram intermináveis 15 mts.


NA MAO DE DEUS


Em meio a uma forte ascendência ela caiu numa enorme descendência, piquei tudo que podia e a asa mergulhou forte andando para trás, nao me importava muito com o resultado, eu queria o chao. Em milésimos de segundo estava chapado num arado, sem me mexer, agarrado aos cabos do bico e milagrosamente inteiro . O drama que pensei terminado ainda tinha mais um capitulo pois, com aquela vento irreal comecei a ser novamente levantado. Eu tinha noção exata que era questão de poucos segundos e estaria realizando nosso velho sonho que é decolar do plano, parado e sem motor. Só me faltava esta.....


ADRENA SEM FIM


Pra minha sorte no exato momento que bati no chao alguns “anjos”cortadores de cana, seis no total, correram para me ajudar. Três pessoas não conseguiriam segurar a asa. Para quem viu deve ter sido um espetáculo adrenalisante pois vários carros e uma ambulância chegaram para verificar o que sobrou “daquilo” que o vento levava. Incrível, mas não houve nenhum arranhão em mim ou na asa.





Mais tarde chegou meu resgate que trazia o Carlinhos Niemeyer que também, meio “arrepiado”, relatava do raio que caprichosamente resolveu cair e incendiar uma árvore ao lado de sua asa.
Praticamente todos que voaram neste dia tiveram “eventos” para contar mas felizmente inteiros e com muito mais experiências.


“CB NO AR PILOTO NO BAR”............ Tão velho quanto o ditado é a sabedoria que ele traduz.


Click aqui para detalhes completos deste voo

10 de dezembro de 2007

Frequencia Livre




Se existe uma figura irreverente na cronica aerodesportiva ele se chama Juca. Diretor da revista de aviação Frequência Livre ele não deixa barato. Com sua língua super afiada a revista não alivia, coloca mesmo o dedo na ferida e fala o que a grande maioria gostaria de dizer.




o famoso Perdigueiro


Piloto que também e não poderia ter um avião com um nome mais sugestivo, o famoso Perdigueiro, diria que a maquina tem a cara do dono........





Conheci esta figura na época do Red Bull Air Race num jantar na casa do meu amigo Sérgio. Algum tempo depois nos encontramos em Formosa, Brasília, numa etapa do campeonato regional de planadores. Dividimos o mesmo quarto ao longo de uma semana regada a muito bate papo e risadas.







Pra minha surpresa fui presenteado com uma matéria em sua revista Frequência Livre sobre minhas fotos. Me prometeu que nas próximas edicoes ao menos uma vai estar la.......vou cobrar!!!!!


8 de dezembro de 2007

Das antigas!!!

Um video que e nostalgia pura com uma musiquinha que tem tudo a ver.....

video

Alguem sabe o nome do piloto?

6 de dezembro de 2007

Asas Um Sonho Carioca




Começando a voar - Nascendo uma paixão

Sempre foi um amante por esportes, desde a minha infância na Barra da Tijuca tive no surf minha primeira grande paixão. Os esportes sempre fizeram parte da minha vida.












Vi o vôo livre nascer no Brasil em 1974, na época vendi uma filmadora super 8 e um autorama para o curso com o Luiz Cláudio, primeiro voador do Brasil mas descoberto por meu pai, tive que adiar meus planos aéreos. Apenas em 1982, casado e dono do meu nariz, pude enfim realizar meu sonho. Naquele momento minha vida passou a girar em torno de uma asa delta.




Sou um arquiteto por profissao e um voador por paixão, pura paixão!. Meu mestre e grande amigo Armando Nogueira sempre diz que eu "não trabalho para voar e sim eu vôo para trabalhar" ...... ele tem toda razão!

Apesar de ter conhecido boa parte das belezas do Brasil a bordo de meu "grande" ultra-leve (o Linda Mariana) e tendo sido o primeiro no Brasil a realizar a travessia Natal, Fernando de Noronha, Natal, é na asa delta que curto minhas maiores aventuras e as mais intensas emoções. Sou totalmente apaixonado pelo Rio e suas belezas, considero o vôo ao Cristo Redentor como um dos mais belos do mundo.














Vencedor da "V Mostra Internacional de Filmes de Montanha 2005" realizado no cine ODEON BR - Rio de Janeiro.
"Um dia na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Um dia especial. Especial como todo e qualquer dia em uma cidade cheia de encantos mil.E logo cedo as ruas que costuram esta complexa geografia ganham vida. Dai começa um vai e vem colorido que se passa bem de baixo das barbas da onipresente figura do Cristo Redentor. Tudo, absolutamente tudo acontece ao seu redor. "Um dia perfeito para tirar os pés do chão"














Além do amor pelo vôo, sempre fui muito apaixonado em imagens, nâo que eu seja um conhecedor mas sempre gostei de registrar estes momentos mágicos. Quando comecei a voar não tive dúvidas, as melhores imagens e as mais incríveis paisagens estariam ali, na minha frente, a minha disposição.














Para quem voa no Rio sabe exatamente a beleza e emoção de um vôo na cidade maravilhosa. Independente das centenas de kms que podemos voar em outros lugares, voar no Cristo é sempre um presente. É como voar dentro de um cartão postal.

Como tudo começou

Assim que as primeiras cameras 8mm apareceram comecei a registrar meus vôos. Com a chegada das mini DVs fui aprimorando um pouco mais minhas imagens. Depois de um certo tempo fiquei focado em gravar os vôos ao Cristo. Foram vários e em ângulos diferentes, tendo sempre o cuidado de dar continuidade usando a mesma roupa, cinto, capacete e óculos, pensando sempre em um dia montar um documentário. Foram mais de 2 anos captando imagens.

Nascendo o documentário

Fui procurado certa vez pela equipe da "SporTV" para participar de um programa chamado "Secret Spots" onde conheci um diretor fantástico chamado Sylvestre Campe. Dali nasceu uma grande amizade entre nós. Passado um tempo comentei com Sylvestre da minha vontade em fazer um documentário sobre este vôo ao Cristo e mostrei o material que já possuía.


Uma das preocupações seriam os custos pois para um "sonho pessoal" e sem patrocínios não teria sentido gastos elevados, ainda mais que minha intenção seria de apenas eternizar aqueles momentos mágicos.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A partir deste dia começamos a pensar no formato do documentário pois sabíamos que dependendo do tamanho, mesmo para nós apaixonados, poderia se tornar cansativo. Foi ai, mais uma vez, que o Sylvestre mostrou porque é tão requisitado.
 








 
 
 
 
 
As filmagens de helicóptero foram as mais estressantes e também as mais emocionantes. Por mais que eu conheça as condições meteorológicas do Rio seria sempre um risco marcar de véspera o aluguel de um helicóptero com hora marcada para ambos chegarmos voando no Cristo. Junta-se ao fato de eu voar com dois rádios, um para comunicação com o helicóptero e outro com a equipe de filmagem em terra. Eu não poderia esquecer de um detalhe fundamental, voar bem, pois uma "pregada" neste dia seria, além da decepção, um enorme prejuízo de tempo e dinheiro. Foi muita adrenalina em um voo inesquecível. Isto se repetiu por mais duas vezes.
 


O produto final é um DVD que além do documentário de 49 mts tem um extra de 35 mts apenas com imagens de vôo com todas as decolagens, pousos e passagens pelo Cristo gravadas em mais de sete ângulos alem de uma galeria de fotos.


ASAS: Um Sonho Carioca é muito mais que o primeiro filme a documentar o vôo de uma asa delta até o Cristo Redentor. É uma declaração de amor ao Rio de Janeiro, sob a ótica inusitada dos pássaros e através de depoimentos de pessoas que fazem esta cidade acontecer.
 

49 MTS - STEREO DIGITAL 5.1 - PORTUGUES- INGLES - NTSC - Realização NADER COURI e SYLVESTRE CAMPE - 2005